Seis réus vão a júri por envolvimento homicídios investigados pela 'Navalha na Carne'

Celice Soares

ais seis acusados de crimes de homicídios, na região metropolitana de Belém, vão a júri popular nesta terça-feira (22). Os réus foram investigados pela Operação Navalha na Carne, que desarticulou grupos de extermínio envolvendo civis e policiais militares, em 2008, que pode ter sido responsável pela morte de mais de 50 pessoas. A sessão, que é a segunda do mês, é realizada nesta manhã no Fórum Criminal de Belém.
Serão ouvidos os réus Nilsson Queiroz de Amorim, José de Ribamar Camilo de Souza, Rômulo Cruz da Luz e os policiais militares Mauro Augusto Nascimento, Ednaldo da Silva Pinheiro e Max André da Conceição Bentes. Todos eles acusados de crime de formação de quadrilha.
O júri também ouve duas testemunhas de defesa e uma de acusação, o delegado Claudio Galeno, que acompanhou todas as investigações.
Na última semana, dos quatro réus acusados na primeira sessão do julgamento, três foram condenados e um absolvido pelo conselho de sentença. Sentença foi divulgada no fim da noite do dia 15 de maio. Eles receberam penas que chegam a mais de 70 anos de prisão por crimes como homicídio qualificado, formação de quadrilha, extorsão mediante sequestro e ocultação de cadáver.
 

Entenda o caso
 
A operação “Navalha na Carne” foi deflagarada em 2008, e cumpriu 23 mandados de prisão decretados pela Justiça contra civis e policiais, acusados de envolvimento em um grupo de extermínio responsável por diversos crimes, como cárcere privado, tráfico de drogas, concussão (exigir vantagem indevida), homicídios, tráfico de armas, formação de bando ou quadrilha e roubo. As prisões aconteceram na região metropolitana de Belém e em Redenção, sul do Pará.
As investigações mostram que a ação criminosa tem início com a eliminação de supostos bandidos. Em 2008, foram contabilizados 23 homicídios na RMB. Estima-se que, pelo menos, 50 mortes foram praticadas pelo grupo, feitas sob encomenda.

Um cabo da PM lotado no 10° Batalhão de Icoaraci é apontado como o líder do grupo. Segundo o promotoria, os PMs chegaram a usar, em alguns dos crimes cometidos no horário de trabalho, viaturas e armas oficiais.

 

Fonte:G1 Pará

  • Compartilhe:
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Comentário

    Relacionados